segunda-feira, 15 de março de 2021

A primeira vez que um clube sergipano passou de fase na Copa do Brasil

Por Davi Tenório


O craque Elenilson sendo caçado pela forte marcação do Fluminense no jogo de volta no Rio de Janeito (Foto: Autor Desconhecido).


O Club Sportivo Sergipe é o time sergipano que mais disputou edições da Copa do Brasil, contando 17 participações. Além disso, o Gipão foi o primeiro do estado a passar de fase na competição, fato ocorrido no ano de 1992. Sendo isso mais um exemplo da força dos colorados durante o período do Hexa. Na primeira fase do torneio, os rubros receberam a equipe do Náutico no Batistão. Logo no início, Rocha abriu o placar aos 5 minutos, criando muita expectativa na torcida colorada. No entanto, os pernambucanos surpreenderam ao virar a partida com 2 gols de Cafézinho. A classificação parecia distante. Desacreditado, o Sergipe viajou para Recife em busca de uma difícil virada no Estádio dos Aflitos. Quem achava que veria um passeio do Timbu tão logo fora surpreendido pelo domínio total dos sergipanos que abriram o placar no primeiro tempo com Leniton. Na etapa complementar, o Sergipe continuou soberano até sacramentar a vitória com o gol de Jorge. Gipão classificado.

Na fase seguinte, o Mais Querido recebeu o Fluminense num Batistão lotado. Os rubros jogaram um futebol de alto nível, criaram inúmeras chances de gols, mas foram punidos com as defesas do arqueiro tricolor e o gol de falta dos cariocas. Já no jogo de volta no Estádio das Laranjeiras, os donos da casa em 7 minutos venciam por 2 a 0, mas o Sergipe reagiu com Sandoval (14min) e Rocha (1min, 2otempo). A partida se mostrou bastante equilibrada, com o quarteto de ouro rubro fazendo frente aos craques Bobô e Ézio do Flu. No entanto, ninguém mais balançou as redes. Uma desclassificação de cabeça erguida contra a equipe que alcançaria a final da competição.


¹ Matéria originalmente publicada na 2ª Edição da Revista Almanaque do Gipão.

² Em 2021, o Club Sportivo Sergipe fará sua 18ª participação pela Copa do Brasil diante a equipe do Cuiabá. 



sábado, 7 de novembro de 2020

É GOL DE RICARDO! QUE FELICIDADE! RICARDO É A ALEGRIA DA CIDADE!

 



Por Gustavo Tenório

Particularmente, tenho maior apreço pelos jogadores que usam apelidos como nome profissional no futebol. Apelidos como Garrincha, Pelé, Tostão, Canhoteiro, Careca (que era cabeludo), Zico, Dinho, Zinho, Zito, Esquerdinha, Dão dentre outros. Mesmo aqueles que usam o diminutivo ou aumentativo de seus nomes, como Ronaldinho e Fernandão. Mas há uma classe de jogadores que ganhavam uma alcunha que fala muito sobre a sua característica de jogo ou o que representava para a torcida. Designações como “Horácio, o tanque da serra”, “Gérson, o canhotinha de ouro” e “Maradona, el pibe de oro”. Mas há um deles que ganhou uma alcunha que melhor representa a emoção do futebol. Trata-se de Ricardo, a alegria da cidade!



sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O REI PEDE PASSAGEM EM ARACAJU: 80 anos de Pelé e as lembranças dos jogos em Aracaju

 Por Gustavo Tenório

Neste 23 de outubro de 2020, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completa seus oitenta anos de idade. Uma trajetória futebolística impecável com seus 1283 gols e uma vasta coleção de títulos, entre campeonatos paulistas, campeonatos nacionais e três Copas do Mundo. É tido por muitos como o maior jogador de todos os tempos. É, sem dúvida, o jogador mais emblemático e ovacionado que o Brasil já produziu em sua história.

 

O Rei Pelé com os craques Tomaz Cabecinha de Ouro e Luiz Manoel e uma criança com a camisa do Santa Cruz de Estância. (Foto: Acervo da Família do Tomaz. Colorizada por Davi Tenório)

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Um papo com o Almanaque: entrevista com o goleiro Marcão

 

A História Rubra é escrita de forma constante e ininterrupta. Nem sempre nos tocamos quanto às peculiaridades do momento atual. Sem sombras de dúvidas, o ano de 2020 já está marcado como um dos mais desafiantes da história humana. Quando observamos o mundo esportivo, notam-se os casos de inúmeros atletas e demais profissionais que se arriscam em meio às incertezas e adversidades desse contexto. Já quando analisamos o que se passou no Club Sportivo Sergipe neste ano atípico, recordamos com orgulho a força que o Mais Querido apresentou para remar em águas revoltas e ultrapassar gigantes desafios. Não poderíamos, assim, deixar de registrar mais um capítulo da epopeia rubra. Não falaremos agora de títulos, mas de uma etapa de um processo de reinvenção do nosso clube diante de inúmeros obstáculos. Há muito que melhorar, mas neste capítulo inicial provamos que o Sergipe nunca estará abatido. 

 Por Davi Tenório

Foto: Wendell Rezende/O Mandacaru


Sendo assim, nós do Almanaque do Gipão aproveitamos para conversar um pouco com o capitão dessa equipe que enfrentou um dos maiores desafios da História Rubra, o goleiro Marcão. Após uma marcante passagem no ano de 2012, quando operou verdadeiros milagres na arrancada que nos livrou de uma tragédia no estadual, o nosso paredão voltou a vestir a camisa rubra para ser um dos líderes em um momento de reconstrução do Mais Querido. Diante das maiores adversidades, o nosso capitão jamais abriu mão do nosso clube. Além de grandes atuações que o consagraram como Craque do Campeonato, Marcão demonstrou espírito de liderança e de união no grupo. Conheça agora um pouco dessa história. 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

JOÃO HORA: O HOMEM E O SEU TEMPO


 Por Gustavo Tenório

Os históricos dirigentes rubros, João Hora de Oliveira, à esquerda, e Zoroastro Rodrigues, à direita, erguendo a mais cobiçada taça da história do futebol sergipano: a Dinhô Melo. (Foto Acervo da Família Hora / Colorização: Davi Tenório - Almanaque do Gipão).


Ao longo da história centenária do Club Sportivo Sergipe, um dos nomes que mais reluzem no imaginário da torcida rubra sem dúvida é o de João Hora de Oliveira. Sergipano, nascido em Riachão do Dantas em 22 de dezembro de 1906 (quase três anos antes do seu clube de coração), João Hora foi um importante comerciante do ramo de confecções. Foi proprietário de uma famosa loja localizada na rua João Pessoa, no centro de Aracaju, chamada “A Moda”. Outro fato curioso da vida do ex-presidente é que o primeiro prédio comercial construído na capital sergipana, o edifício Mayara, inaugurado no ano de 1951, foi um empreendimento seu, sendo ele, assim, um dos pioneiros da construção civil no estado – inclusive, o edifício ainda existe e pode ser encontrado no cruzamento das ruas João Pessoa e Laranjeiras. Ele foi, sem dúvida, um dos maiores empresários sergipanos de sua época. Além de seus empreendimentos sociais e empresariais, teve também participação na fundação da extinta Associação Atlética de Sergipe, clube social que fez parte da história de Aracaju. No entanto, foi pelo Club Sportivo Sergipe que seu coração pulsou mais forte e sua vida se viu mais atrelada.

sábado, 18 de julho de 2020

Talento Rubro: César


Dando sequência a nossa série sobre craques que marcaram época com o manto rubro, retornaremos aos anos 1960, desta vez para contar a história de uma jovem revelação, com talento no sangue e maestria nos pés, que estourou logo de cara no futebol sergipano: Luís César Dantas Nascimento, ou simplesmente “César”.

Por Davi Tenório

A jovem revelação César com a camisa do Sergipe no ano de 1965.

sábado, 4 de julho de 2020

DA FUNDIÇÃO AO ARIBÉ: o início da construção do Estádio João Hora

(Gazeta de Sergipe, ed. 13/07/1963)
Por Davi Tenório  

Ao longo de seis décadas, a Rua da Frente, hoje avenida Ivo do Prado, foi um relevante ponto de desportistas aracajuanos. Era então um hábito constante a presença de atletas a beira do Rio Sergipe que praticavam remo em suas águas, assim como jogadores de futebol dando voltas pelos quarteirões em treinos físicos e até mesmo maratonistas que se preparavam para as seletivas da São Silvestre. Isso ocorria devido à localização das sedes das veteranas agremiações Cotinguiba e Sergipe, que foram erguidas no final do logradouro. Os dois clubes eram verdadeiros marcos urbanísticos do antigo bairro da Fundição, hoje conhecido como São José. Os finais de semana tornavam-se agitados com as competições realizadas pelas duas agremiações, além dos saudosos bailes de Carnaval.
A histórica sede do Club Sportivo Sergipe na Rua da Frente (Acervo Dida Araújo).

A primeira vez que um clube sergipano passou de fase na Copa do Brasil

Por Davi Tenório O craque Elenilson sendo caçado pela forte marcação do Fluminense no jogo de volta no Rio de Janeito (Foto: Autor Desconhec...