sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O REI PEDE PASSAGEM EM ARACAJU: 80 anos de Pelé e as lembranças dos jogos em Aracaju

 Por Gustavo Tenório

Neste 23 de outubro de 2020, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completa seus oitenta anos de idade. Uma trajetória futebolística impecável com seus 1283 gols e uma vasta coleção de títulos, entre campeonatos paulistas, campeonatos nacionais e três Copas do Mundo. É tido por muitos como o maior jogador de todos os tempos. É, sem dúvida, o jogador mais emblemático e ovacionado que o Brasil já produziu em sua história.

 

O Rei Pelé com os craques Tomaz Cabecinha de Ouro e Luiz Manoel e uma criança com a camisa do Santa Cruz de Estância. (Foto: Acervo da Família do Tomaz. Colorizada por Davi Tenório)

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Um papo com o Almanaque: entrevista com o goleiro Marcão

 

A História Rubra é escrita de forma constante e ininterrupta. Nem sempre nos tocamos quanto às peculiaridades do momento atual. Sem sombras de dúvidas, o ano de 2020 já está marcado como um dos mais desafiantes da história humana. Quando observamos o mundo esportivo, notam-se os casos de inúmeros atletas e demais profissionais que se arriscam em meio às incertezas e adversidades desse contexto. Já quando analisamos o que se passou no Club Sportivo Sergipe neste ano atípico, recordamos com orgulho a força que o Mais Querido apresentou para remar em águas revoltas e ultrapassar gigantes desafios. Não poderíamos, assim, deixar de registrar mais um capítulo da epopeia rubra. Não falaremos agora de títulos, mas de uma etapa de um processo de reinvenção do nosso clube diante de inúmeros obstáculos. Há muito que melhorar, mas neste capítulo inicial provamos que o Sergipe nunca estará abatido. 

 Por Davi Tenório

Foto: Wendell Rezende/O Mandacaru


Sendo assim, nós do Almanaque do Gipão aproveitamos para conversar um pouco com o capitão dessa equipe que enfrentou um dos maiores desafios da História Rubra, o goleiro Marcão. Após uma marcante passagem no ano de 2012, quando operou verdadeiros milagres na arrancada que nos livrou de uma tragédia no estadual, o nosso paredão voltou a vestir a camisa rubra para ser um dos líderes em um momento de reconstrução do Mais Querido. Diante das maiores adversidades, o nosso capitão jamais abriu mão do nosso clube. Além de grandes atuações que o consagraram como Craque do Campeonato, Marcão demonstrou espírito de liderança e de união no grupo. Conheça agora um pouco dessa história. 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

JOÃO HORA: O HOMEM E O SEU TEMPO


 Por Gustavo Tenório

Os históricos dirigentes rubros, João Hora de Oliveira, à esquerda, e Zoroastro Rodrigues, à direita, erguendo a mais cobiçada taça da história do futebol sergipano: a Dinhô Melo. (Foto Acervo da Família Hora / Colorização: Davi Tenório - Almanaque do Gipão).


Ao longo da história centenária do Club Sportivo Sergipe, um dos nomes que mais reluzem no imaginário da torcida rubra sem dúvida é o de João Hora de Oliveira. Sergipano, nascido em Riachão do Dantas em 22 de dezembro de 1906 (quase três anos antes do seu clube de coração), João Hora foi um importante comerciante do ramo de confecções. Foi proprietário de uma famosa loja localizada na rua João Pessoa, no centro de Aracaju, chamada “A Moda”. Outro fato curioso da vida do ex-presidente é que o primeiro prédio comercial construído na capital sergipana, o edifício Mayara, inaugurado no ano de 1951, foi um empreendimento seu, sendo ele, assim, um dos pioneiros da construção civil no estado – inclusive, o edifício ainda existe e pode ser encontrado no cruzamento das ruas João Pessoa e Laranjeiras. Ele foi, sem dúvida, um dos maiores empresários sergipanos de sua época. Além de seus empreendimentos sociais e empresariais, teve também participação na fundação da extinta Associação Atlética de Sergipe, clube social que fez parte da história de Aracaju. No entanto, foi pelo Club Sportivo Sergipe que seu coração pulsou mais forte e sua vida se viu mais atrelada.

sábado, 18 de julho de 2020

Talento Rubro: César


Dando sequência a nossa série sobre craques que marcaram época com o manto rubro, retornaremos aos anos 1960, desta vez para contar a história de uma jovem revelação, com talento no sangue e maestria nos pés, que estourou logo de cara no futebol sergipano: Luís César Dantas Nascimento, ou simplesmente “César”.

Por Davi Tenório

A jovem revelação César com a camisa do Sergipe no ano de 1965.

sábado, 4 de julho de 2020

DA FUNDIÇÃO AO ARIBÉ: o início da construção do Estádio João Hora

(Gazeta de Sergipe, ed. 13/07/1963)
Por Davi Tenório  

Ao longo de seis décadas, a Rua da Frente, hoje avenida Ivo do Prado, foi um relevante ponto de desportistas aracajuanos. Era então um hábito constante a presença de atletas a beira do Rio Sergipe que praticavam remo em suas águas, assim como jogadores de futebol dando voltas pelos quarteirões em treinos físicos e até mesmo maratonistas que se preparavam para as seletivas da São Silvestre. Isso ocorria devido à localização das sedes das veteranas agremiações Cotinguiba e Sergipe, que foram erguidas no final do logradouro. Os dois clubes eram verdadeiros marcos urbanísticos do antigo bairro da Fundição, hoje conhecido como São José. Os finais de semana tornavam-se agitados com as competições realizadas pelas duas agremiações, além dos saudosos bailes de Carnaval.
A histórica sede do Club Sportivo Sergipe na Rua da Frente (Acervo Dida Araújo).

segunda-feira, 18 de maio de 2020

ÍDOLOS DO PASSADO: ELENILSON

Dando sequência à sessão de entrevistas com personagens fundamentais para a História do Mais Querido, o Almanaque do Gipão bateu um papo com Elenilson, um dos maiores meias do futebol sergipano, detentor de um currículo invejável: 9 títulos sergipanos na carreira, sendo 5 como jogador. O nosso ídolo, filho do grande desportista e ex-jogador do Sergipe Oswaldo Alemão, relembra seus dias no Mundão do João Hora, as conquistas do hexacampeonato e a difícil carreira de treinador. 

Elenilson ergue a Taça de Campeão Sergipano de 1991 no meio da massa colorada (Foto: Gazeta de Sergipe)

AG - Como iniciou sua vida nos gramados?
Elenilson - Como todo garoto que sonha em ser jogador profissional, comecei numa escolinha chamada 21 de Abril do saudoso Major Naldo. Posteriormente, joguei nas categorias de base do Cotinguiba com o prof. Hélio Pacheco. No ano seguinte houve uma troca entre 2 jogadores dos amadores do Cotinguiba e do Sergipe, sendo levado por este último.

domingo, 10 de maio de 2020

ÍDOLOS DO PASSADO: DELMAR

Como forma de resgatar os feitos rubros do passado e aproximar a memória de quem tanto fez pelo clube com o presente, inauguramos a sessão de entrevistas com personagens fundamentais para a História do Mais Querido. Iniciamos a série de entrevistas com o craque Delmar. Nascido em Aracaju no dia 9 de agosto de 1934, aos 85 anos e em ótima forma, o nosso ídolo relembra a grande conquista da Taça Dinho Melo, o futebol da sua época e como era ser um ala ofensivo nos anos 1960, algo então inovador.


Um grande escrete colorado do início da década de 1960. Em pé: Brasilino, Delmar, Gilton, Edgar, Jorge e Madureira. Agachados: Nilson Barros, Jorgival, Luiz Manuel, Niltinho e Bel.

AG - Como começou a carreira futebolística? 
Delmar - Eu jogava bola na Baixa Fria, onde hoje é o IFS, tud oali era campo. Um dia, no ano de1957, um jogador e observador de talentos chamado Naldo me viu jogar e me levou para o Olímpico,o Leão da Caserna. Lá, fui treinado pelo Wellington Elias, o diabinho, que me colocou como extremo esquerda, mesmo sendo destro. Na estreia fiz um gol contra o Vasco. Em seguida, Wellington se afastou da vida de técnico,assumindo o lugar o João Gomes que me colocou como zagueiro direito, hoje em dia ala. 

  E o Sergipe, heim!? Por Gustavo Tenório Num sábado qualquer, em um povoado de Japoatã, durante uma confraternização familiar, me deparei...